vem.
-Dedico a quem amo-
Proibido, Totalmente proibido tu saíres de dentro de mim. Busca tua fêmea que tá pronta pra correr nessa estrada. Afetada pelo desejo.
Afetada e em recreio, esperando o que vier queimando na borda.
Então.. continuo dizendo —————-vem logo—————— com a língua, gesticulando suja e macia, daquele jeito que tu te derretes. As luzes elétricas piscando em volta dos nossos corpos, meus peitos e pêlos secretos, sugados pela energia do teu osso, fazem o que todos fazem (?)
Não.
Não bebe nessa taça, cuspi nela um fio de cinismo em forma de saliva reta. Nem foi pormal, só pra fazer da tua falta minha ferida engraçada. A vida é a arte de cuspir nos orifícios certos. No teu caso, fica a deixa, que os certos são os meus.
Resolvi agora que quero fazer aqui, com a casa quente e o sol dividido pelo portão de madeira. Nosso amor vai sair pelas beiradas, molhando tudinho, aposto. (risos)
Quem é a garota que faz poses sensuais pra ti? Eu me importo muito, acho que essa coisa de tirar a roupa é muito séria, ela deve abotoar o sutiã toda periguete, conheço.
Trago.
Acho que fumo pra passar, pra chamar os corpos que perdi. Tô com um gosto cretino de mulher usada, passo o batom em slow, bem slow, daqueles de meia hora.
O céu tá queimando dentro de mim e vai nos iluminar mais uma vez.
É você que amanhece aqui, do meu lado e me mastiga sem eu ver.
( “vem” - Monique Malcher )
