vem.

-Dedico a quem amo-


Proibido, Totalmente proibido tu saíres de dentro de mim. Busca tua fêmea que tá pronta pra correr nessa estrada. Afetada pelo desejo.
Afetada e em recreio, esperando o que vier queimando na borda.

Então..  continuo dizendo —————-vem logo—————— com a língua, gesticulando suja e macia, daquele jeito que tu te derretes. As luzes elétricas piscando em volta dos nossos corpos, meus peitos e pêlos secretos, sugados pela energia do teu osso, fazem o que todos fazem (?)

Não.

Não bebe nessa taça, cuspi nela um fio de cinismo em forma de saliva reta. Nem foi pormal, só pra  fazer da tua falta minha ferida engraçada. A vida é a arte de cuspir nos orifícios certos. No teu caso, fica a deixa, que os certos são os meus.

Resolvi agora que quero fazer aqui, com a casa quente e o sol dividido pelo portão de madeira. Nosso amor vai sair pelas beiradas, molhando tudinho, aposto. (risos)

Quem é a garota que faz poses sensuais pra ti? Eu me importo muito, acho que essa coisa de tirar a roupa é muito séria, ela deve abotoar o sutiã toda periguete, conheço.

Trago.

Acho que fumo pra passar, pra chamar os corpos que perdi. Tô com um gosto cretino de mulher usada, passo o batom em slow, bem slow, daqueles de meia hora.
O céu tá queimando dentro de mim e vai nos iluminar mais uma vez.

É você que amanhece aqui, do meu lado e me mastiga sem eu ver.

( “vem” - Monique Malcher )

http://hifolk.blogspot.com/

posted : Monday, October 10th, 2011

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giomzs:

Quase imperceptível.
Um pingo de gente no meio da calçada , fazendo hora , rabiscando qualquer coisa num papel. Rasgando madrugada de novo, na espera de quem nunca veio chegar.
Cidade toda vazia, a cabeça explodindo, pessoas cheirando a desinteresse , copos cheios, cigarros acesos e almas pequenas demais. Era o que ela via por detrás da tela , por detrás do vidro , por detrás de si.
Tão perdida, a tresloucada sufocava com a corda bamba em que andou toda a vida. Em alguma hora seria engraçado imaginar o fim.
E eram tantas perguntas sem resposta alguma, eram palavras carregadas de ironia, série de desistências, um rio de frustrações. ”Pessoas de merda , is all the same shit”, estampado em letras garrafais a três porradas na parede do cérebro.
Era início de quarta, e queria poupar o que ainda restava de sanidade pro resto da semana, se contasse duas gotas no fundo era muito. E sabia.
Passava por aquele mesmo processo quando chegava em casa, metia o dedo na goela e vomitava tudo no papel.Todas aquelas letras caindo tão ácidas na beirada, formando fila, querendo sair. 
Ia vomitando verdades na direção contrária.
Uns liam três vezes ou mais tentando entender, sempre assim. 
Escrevia por não encontrar modo melhor de amenizar o enjôo que viver às vezes causava, como se fosse necessário emprestar o peito de alguém,já que a dor era muita pra caber só no seu.
Pimenta ardida nos olhos alheios, letras que saem quentes, verdades vomitadas, chame como quiser.
O que ela tinha era uma ferida aberta, daquelas que quase um mundo tem mas não faz questão de ver pra não ter que sentir. 
Já não tratava, não usava vista grossa ou pomada.
Vez ou outra passava a mão em cima, cutucava. Jogava álcool pra gritar e arder. Latejando e se sentindo viva.
( Giovanna M )

giomzs:

Quase imperceptível.

Um pingo de gente no meio da calçada , fazendo hora , rabiscando qualquer coisa num papel. Rasgando madrugada de novo, na espera de quem nunca veio chegar.

Cidade toda vazia, a cabeça explodindo, pessoas cheirando a desinteresse , copos cheios, cigarros acesos e almas pequenas demais. Era o que ela via por detrás da tela , por detrás do vidro , por detrás de si.

Tão perdida, a tresloucada sufocava com a corda bamba em que andou toda a vida. Em alguma hora seria engraçado imaginar o fim.

E eram tantas perguntas sem resposta alguma, eram palavras carregadas de ironia, série de desistências, um rio de frustrações. ”Pessoas de merda , is all the same shit”, estampado em letras garrafais a três porradas na parede do cérebro.

Era início de quarta, e queria poupar o que ainda restava de sanidade pro resto da semana, se contasse duas gotas no fundo era muito. E sabia.

Passava por aquele mesmo processo quando chegava em casa, metia o dedo na goela e vomitava tudo no papel.Todas aquelas letras caindo tão ácidas na beirada, formando fila, querendo sair. 

Ia vomitando verdades na direção contrária.

Uns liam três vezes ou mais tentando entender, sempre assim. 

Escrevia por não encontrar modo melhor de amenizar o enjôo que viver às vezes causava, como se fosse necessário emprestar o peito de alguém,já que a dor era muita pra caber só no seu.

Pimenta ardida nos olhos alheios, letras que saem quentes, verdades vomitadas, chame como quiser.

O que ela tinha era uma ferida aberta, daquelas que quase um mundo tem mas não faz questão de ver pra não ter que sentir. 

Já não tratava, não usava vista grossa ou pomada.

Vez ou outra passava a mão em cima, cutucava. Jogava álcool pra gritar e arder. Latejando e se sentindo viva.

( Giovanna M )

posted : Wednesday, March 16th, 2011

tags : reblog

reblogged from : Acid

Quanta gente já ultrapassou a linha entre o prazer e a dependência?

     São Paulo, 05:03 da manhã, sinto a ferrugem. O telefone continua calado. Chego em casa, tomo meu uísque e alimento mais a minha solidão. O gosto amargo insiste em permanecer no meu corpo.

Corpo.

Corpo.

Que está nu.

     Gelado, com o peito ardendo. Gritando por socorro! Prestes a cair do décimo quarto andar.

A sacada é curta. O grito é inevitável.

Eu vou acordar o vizinho. Eu vou riscar os corpos.

Eu vou te telefonar e dizer que eu só preciso dormir.

posted : Tuesday, November 9th, 2010

tags : ira

Ne manquez pas votre voyage

    Hoje vi tua vontade esgotar pela metade do cigarro. De alguma forma aquele café já me parecia morno, pra não queimar tua língua e esfriar cada vez mais com os assuntos que se esticavam. Café da manhã é sempre assim. Preguiça de mastigar, farelo de bolacha por todo o lado. Ela já me disse que falo arrastado pela manhã. Talvez minha boca seja tão preguiçosa quanto os meus olhos.

     Eu preciso de silêncio pra te escrever essa carta. Aqui do lado faz tanto barulho. Eles gritam e gargalham, frente à tv. Já disse pra ele que faz mal comer deitado, e pra ela que tem que se portar com mais respeito perto dele. É tão estranho que os dois tenham uma diferença tão grande de idade, mas que pareçam duas crianças.

     Ambos gostaram do presente que mandastes no natal passado. Ela não é tão vaidosa assim, e usa pouco, os brincos. Ele torce a cara, esconde o jogo, mas usa quase toda a semana o mesmo sapato. Tem o carinho e cautela de ele mesmo engraxar.

    Eu to rindo aqui daquela nossa foto, que colocastes dentro do livro. Até hoje não tirei de lá. Já li o livro duas vezes, mas certamente, a pagina que mais li foi a que tem nossa foto.

    Outro dia eles comentaram, que sentem saudade do meu sorriso quando estavas por perto. Que sentem falta de me ver, com a felicidade que tinha de te ter por perto.

    Esse texto pode parecer meramente metafórico, caso não identifiques a tua presença nele.

 

 

( Ne manquez pas votre voyage – Raphael Guimarães /meramente metafórico)

posted : Tuesday, September 21st, 2010

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Avoado.

    Da tua natureza avoada. Eram teus cabelos espalhados sobre a cama, agora presos nessa trama. Da minha face esparramada, agora éramos lama, sobre a mesma cama, sem tristeza ou drama.

     Avoados eram os meus dedos, se escondendo no emaranhado dos teus pêlos. Tua boca nua, que se pode ver de perto. Ali sim, eram partes de si mesmo. Era um só. Pertenciam-se, por saber, que não eram um do outro, mas sim que poderiam voltar ali, a qualquer hora pra ver o sorriso ainda de pé.

     Não sabiam nem chorar, sem esbanjar um sorriso de orgulho. O velho sorriso, que não desamarrava do rosto, e nem desbotava a fotografia.

    Avoado, é agora, qualquer pensamento dele. Agora ela voa, por outros pensamentos, certamente felicitando cada um, com seu ar de leveza.

 São apenas duas borboletas, que se entrelaçam por meio de sua natureza. Aproveitando cada segundo de sol, que lhes é dado. Agora ela brilha, intensamente ao sol. E aos olhos de cada um.

    Agora ele é casulo. A mais frágil das crisálidas. Preparando-se para ,um dia, ser vazio, novamente.

    Avoados são seus olhos, que passeiam pela imagem. Que passeiam pela mente.

(Avoado - Raphael Guimarães)

posted : Monday, September 20th, 2010

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Trilha

    Abra um parêntese e não se esqueça. Essa viagem talvez seja mais breve, do que planejávamos que fosse. Já posso avistar de onde se olha o mar, e vejo que de lá se pode sentir o que já não sentia daqui. O vento bate no rosto, pedindo passagem como se fosse passageiro de toda essa aventura. As tuas mãos já não escondem o sol. Estamos tão perto, mas tão perto que sinto a temperatura, como se estivesse febril.

    Pode ser que não sintas da mesma forma, mas sinto que esse serão os melhores dias de nossa estadia em coração alheio. Sentir-se tão querido, é dádiva. Mas lembre que talvez o amor seja muito além que isso. Apenas um primeiro passo. Talvez pra trás. Mas a vida dança, dando voltas no mesmo salão. E o céu está ali, parado.

    Só quero ter certeza que mergulhar, agora, será a melhor das opções para que meu corpo seja encharcado de veracidade a todos os propósitos dessa trilha. Já posso sentir o cheiro de toda a paisagem que se mistura com o teu. É bom te encontrar, mesmo que seja breve e doloroso, por não poder tocar. Mas tão belo quanto a curiosidade de tudo que ficou pelo caminho, é saber que uma hora de toda essa trilha, existe uma volta que percorre por dentro do teu olhar. 

(Trilha - Raphael Guimarães)

posted : Tuesday, September 7th, 2010

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Ânsia

    Vi-te! Juro que te vi na esquina! Não, deve ter sido mais uma miragem. Mais uma ilusão da madrugada. Eu aqui preso a mais uma madrugada. Bêbado, sem sentir meus próprios lábios, adormecidos pelo álcool. Sempre juro a mim mesmo que as próximas serão as ultimas. Tenho que parar. Parar de me iludir. Parar de comparar. Essas noites, essa fumaça, esse cigarro e essa carcaça. A minha pobre carcaça. Vem se estragando de tanta pirraça, que me acometi nos últimos meses.

    Toda vez que me desligo, ainda vejo teus olhos negros, olhando pra dentro de mim. Só eles tinham esse poder. Talvez só eles ainda tenham esse poder. Eu corro atrás de outros olhos, mas no fim, desisto de testá-los, pois sei que só os teus, tem o poder de me ver de dentro. E sei também, que de dentro, a vista não é tão atraente. Mas os meus lábios, que ainda dormentes pelo álcool, aqui necessitam dos rastros, que os teus lábios deixaram nos meus. Os quais eu persigo, e me irrito, por não me lembrar de quase nada. Quase nada do nosso tempo.

    Entristece-me saber que me tens desprezo. Muitas pessoas me desprezam, mas a estes, não tenho nenhum apreço. Aqui, deitado, em cólera e ácido, posso dizer do fundo dos meus olhos, de onde só os teus olhos podem ver que os laços ainda existem. Meus braços ainda estão presos aos teus braços. Ainda posso sentir. Ainda sinto o teu cheiro. Mas já não posso ouvir os teus passos. Os teus passos estão longe, bem longe dos meus passos.

    Alma saturada. Estagnada. Não quero mais nada, que não seja compaixão. Já não penso em mais nada, que não tenha o sobrenome paixão.

(Ânsia - Raphael Guimarães)

posted : Friday, June 25th, 2010

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Atino

    É preciso entender novos rostos, para se conhecer. Não, não é lema de vida nenhuma. Nem tampouco experiência de vidas passadas. Uma pessoa só se faz necessária, quando se sente falta. Faz-se preciso reconhecer que aquele ponto, preenche suas faltas. Basta ver a ti, quando descalço, ou a mim, enquanto de olhos fechados. Cada sentido, não é referente à vontade de publicação de sentimentos. São duas carnes que se roçam, coçam,mordem e que, quando em carne viva, se sentem parte uma da outra.

    Em minhas mãos, já não cabem mais nem a vontade de te rever. A vontade de me rever em ti, é por tão grande, que me isola de mim mesmo. Já não consigo conversar comigo. E por não entender as próprias faltas, erro cautelosamente, sem vontade, sem expressão e sem sentido.

    De duas vidas, talvez queimasse a primeira novamente, por quantas vezes fosse preciso, pra encontrar minha verdade na posterioridade. Mas já não me existem verdades. Existem-me vontades. Infinitas vontades, de desvendar a mim mesmo. Meus segredos. Curiosidades. Teus pêlos. Minha sanidade.

“Não havia meio de eu atinar com o sentido de tudo aquilo. Estava no ar e me parecia ao mesmo tempo estar entre doidos.”  - Lima Barreto - O CEMITÉRIO DOS VIVOS

( Atino - Raphael Guimarães )

posted : Sunday, June 20th, 2010

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(Dê o Play na música)

    Agora que deu o play, de preferência, comece a viver tudo aquilo o que você chama de vida. Ame, mas ame com naturalidade, pureza e toda a força. Os amores vão embora, e pode ser até que venham outros. Mas se um dia, aparecer o amor da sua vida (que irônico o amor da sua vida, aparecer logo na sua vida, não?), não largue ele, e faça valer cada segundo do amor que você está doando a ele.

    Sim, seja você mesmo, em todos os sentidos, ocasiões e planos. Não planeje nada pro que você pode vir a ser daqui a um tempo. Planeje as coisas, pro que você é agora. Faça seus planos pra agora. É muita arrogância, viver de futuro, sendo que a vida é tão rápida e pode acabar agora mesmo.

    Não perca o seu tempo com os medos que a vida lhe impõe (e já são muitos). Por exemplo, já estou cansado, das pessoas que vão e vem por puro medo. Que abraçam com o coração fechado, ou que simplesmente, querem algo e fogem disso, por puro medo. Uma hora, todos se cansam de serem pisoteados por alguém que faz isso por impulso.

    Certamente, a pior das sensações, é a do amor perdido. Mas se o amor da sua vida, realmente apareceu na sua vida. É porque o amor é maior do que uma ou duas pessoas. O amor está dentro de você e de mim. Ele vem de você e de mim. A troca de amor, talvez seja o mais lindo de todos os gestos. Mas não ausente o seu amor. Não, jamais faça isso. Porque talvez isso vá doer mais em você do que em mim. E não, eu realmente não quero que você sofra.

    Vivo por mim agora, porque ainda tenho tempo pra isso. Mas não sou pessoa de se dispensar amores. Eu me agarro com todas as forças, pra viver essa vida.  Agora é sua vez de tentar com seu coração cheio de magoas. Agora é sua vez de tentar ser feliz. Meu coração é limpo, como uma flor desabrochando pra amanhecer e ver o sol nascer. Agora ele é como eu sempre quis.

Musica: Don’t Leave The Light On Baby (Belle & Sebastian)

posted : Wednesday, April 28th, 2010

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Poderia postar o CD inteiro, mas como sei que pouco me leêm.


Esse é um dos melhores CD’s que eu já escutei até agora, no ano de 2010..

E essa musica, diz respeito a tudo o que acontece na madrugada, e a insônia que a mesma traz.

posted : Thursday, March 4th, 2010

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