Atino

    É preciso entender novos rostos, para se conhecer. Não, não é lema de vida nenhuma. Nem tampouco experiência de vidas passadas. Uma pessoa só se faz necessária, quando se sente falta. Faz-se preciso reconhecer que aquele ponto, preenche suas faltas. Basta ver a ti, quando descalço, ou a mim, enquanto de olhos fechados. Cada sentido, não é referente à vontade de publicação de sentimentos. São duas carnes que se roçam, coçam,mordem e que, quando em carne viva, se sentem parte uma da outra.

    Em minhas mãos, já não cabem mais nem a vontade de te rever. A vontade de me rever em ti, é por tão grande, que me isola de mim mesmo. Já não consigo conversar comigo. E por não entender as próprias faltas, erro cautelosamente, sem vontade, sem expressão e sem sentido.

    De duas vidas, talvez queimasse a primeira novamente, por quantas vezes fosse preciso, pra encontrar minha verdade na posterioridade. Mas já não me existem verdades. Existem-me vontades. Infinitas vontades, de desvendar a mim mesmo. Meus segredos. Curiosidades. Teus pêlos. Minha sanidade.

“Não havia meio de eu atinar com o sentido de tudo aquilo. Estava no ar e me parecia ao mesmo tempo estar entre doidos.”  - Lima Barreto - O CEMITÉRIO DOS VIVOS

( Atino - Raphael Guimarães )

posted : Sunday, June 20th, 2010

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